Tudo do Meio
sexta-feira, 1 de abril de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
"Carta da Terra para Crianças"
Com a intenção de envolver as crianças no processo de construção de um mundo melhor, o Naia – Núcleo dos Amigos da Infância e da Adolescência desenvolveu uma versão infantil da Carta da Terra, disponível para download. A segunda etapa do projeto prevê edições temáticas para o documento, que será adaptado à realidade de cada bioma brasileiro
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
Política Nacional de Educação Ambiental
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999
Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
O que é Educação Ambiental?
Por Aristóteles Rodrigues de Araújo, Dez.2007.
Nos últimos três séculos houve um grande crescimento do conhecimento humano, proporcionando um amplo desenvolvimento das ciências e da tecnologia. Ao mesmo tempo também ocorreram mudanças nos valores e modos de vida da sociedade, com o surgimento do processo industrial e o crescimento das cidades, aumentando a utilização dos recursos naturais e a produção de resíduos. Enfim, todos esses fatos geraram profundas mudanças na cultura, afetando principalmente a percepção do ambiente pelos seres humanos, que passaram a vê-lo como um objeto de uso para atender suas vontades, sem se preocupar em estabelecer limites e critérios apropriados.
Não demorou muito para surgirem as conseqüências dessa cultura moderna: o surgimento de problemas ambientais que afetam a qualidade de vida. Em pouco tempo ficou claro que havia uma crise de relações entre sociedade e meio ambiente.
A preocupação com essa situação fez com que surgisse a mobilização da sociedade, exigindo soluções e mudanças. Na década de 60, do séc. XX, a partir dos movimentos contraculturais, surgiu o movimento ecológico que trazia como uma de suas propostas a difusão da educaçãoambiental como ferramenta de mudanças nas relações do homem com o ambiente.
A Educação Ambiental (EA) surge como resposta à preocupação da sociedade com o futuro da vida.
Sua proposta principal é a de superar a dicotomia entre natureza e sociedade, através da formação de uma atitude ecológica nas pessoas. Um dos seus fundamentos é a visão socioambiental, que afirma que o meio ambiente é um espaço de relações, é um campo de interações culturais, sociais e naturais (a dimensão física e biológica dos processos vitais). Ressalte-se que, de acordo com essa visão, nem sempre as interações humanas com a natureza são daninhas, porque existe um co-pertencimento, uma coevolução entre o homem e seu meio. Coevolução é a idéia de que a evolução é fruto das interações entre a natureza e as diferentes espécies, e a humanidade também faz parte desse processo.
O processo educativo proposto pela EA objetiva a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo e agir nele de forma crítica - consciente. Sua meta é a formação de sujeitos ecológicos.
Equilibro Dinâmico dos Ecossistemas
Essa atividade, além de ser uma brincadeira divertida que lembra um pouco a “dança das cadeiras”, tem por objetivo permitir aos participantes uma reflexão a respeito do equilíbrio natural dos ecossistemas e dos principais fatores que podem causar o seu desequilíbrio.
Os participantes devem ficar posicionados em 2 filas com o mesmo número de participantes, de frente uma para a outra, mas afastadas cerca de 10 metros cada uma. Uma das filas representa o ambiente (ecossistema floresta tropical, por exemplo), e a outra fila representa os animais que fazem parte desse bioma.
O monitor, então, apresenta os 3 gestos que cada participante fará durante a brincadeira:
a) abrigo: os participantes devem erguer os dois braços, formando uma representação de telhado sobre a cabeça;
b) alimento: as duas mãos devem ficar sobre o estômago, como se a pessoa estivesse com fome;
c) água: as duas mãos devem ficar em concha, sobre a boca, como se a pessoa estivesse tomando água.
OS participantes da fila do ambiente estarão proporcionando cada uma dessas coisas aos animais; e estes estarão procurando esses mesmos elementos no ambiente.
As filas se colocarão de costas para o centro e, ao sinal do monitor, cada participante, em ambas as filas, faz o gesto que escolher, se virando ao mesmo tempo para o centro.
Cada participante da “fila dos animais” deve correr imediatamente para o participante da “fila do ambiente” que estiver com o mesmo gesto que o seu (a fila do ambiente não se move), sendo que cada elemento do ambiente só pode suportar um animal de cada vez.
Os participantes não podem mudar os gestos escolhidos inicialmente e, portanto, quem não achar um participante com o gesto igual ao seu, sai da atividade.
O monitor pode repetir a atividade quantas vezes achar necessário, mas deverá, em algumas rodadas, introduzir desequilíbrios ao meio. Por exemplo: incêndio na floresta, desmatamento, etc. Esse desequilíbrio fará com que algum dos elementos seja eliminado do ambiente, mas a fila dos animais não pode saber. Quando estes forem buscar aquele elemento no ambiente, portanto, “morrem”.
Ao final, o monitor deve grupalizar a experiência, reforçando conteúdos sobre conservação da biodiversidade, diminuição ou extinção de uma população de animais ou plantas, oferta e demanda de recursos, etc.
MAPA DOS SONS
É uma atividade super divertida e ajuda os participantes a ampliarem a sua percepção auditiva, para que eles percebam os sons que os rodeiam. Eles conseguem até ouvir o som do vento, que normalmente passa despercebido das pessoas.
Materiais necessários:
• Folhas de papel sulfite branca – 1 para cada participante;
• Lápis, borrachas e pranchetas (pode ser pedaços de papelão – apenas um anteparo para que os participantes possam escrever).
Forma de realização:
A realização de atividades de sensibilização como estratégia pedagógica, oportuniza a vivência de situações e não apenas a transmissão de informações, favorecendo a aprendizagem significativa. Estas privilegiam a emoção, a essência humana como parte de um processo educativo baseado em valores humanistas de cooperação, respeito, solidariedade, entre outros, para uma ação diferenciada frente aos problemas ambientais que estamos vivendo.
As atividades de escuta dos sons de maneira ativa, que possibilitam a percepção de forma integral dos sons e mensagens que permeiam a nossa vida cotidiana, propiciam a escuta ativa e sensível pelos participantes. Esta requer o reconhecimento de que estamos rodeados por diferentes sons naturais e produzidos, inclusive nas grandes cidades, onde muitas vezes são percebidos apenas como poluição sonora e não como mensagens do próprio ambiente. Outro aspecto favorecido por este tipo de atividade é o de propiciar uma atitude de respeito e aprendizagem quanto a saber ouvir outra pessoa, fator este primordial para uma boa convivência humana.
1. Distribua para cada participante uma folha de papel tamanho A4 ou ofício em branco com um “x” marcado no centro.
2. O facilitador deve explicar aos participantes que a folha é um mapa e o “x” indica onde cada pessoa está sentada.
3. Os participantes então deverão procurar um local onde possam se sentar sem ser perturbados e a cada som que ouvirem, devem fazer no mapa um sinal que identifique o som, indicando a direção e a distância de onde veio.
4. Para fazer com que os participantes ouçam melhor, o facilitador pode apresentar a técnica de colocar as mãos em concha atrás do ouvido.
5. Os participantes devem permanecer fazendo o mapa por 5 a 10 minutos, dependendo da capacidade de concentração e interesse do grupo.
6. Ao final, os participantes podem comparar os seus mapas e o facilitador deverá abordar questões relacionadas aos sons da natureza, horários de cada som, bem como sobre as dificuldades existentes no ato de ouvir, seja a natureza ou as outras pessoas.